Bem-vindo à OCIM

A Ordem dos Cavaleiros da Inconfidência Mineira é uma instituição cívica, filantrópica e cultural que tem como pilar do seu objetivo social um dos mais importantes movimentos sócio/culturais e histórico do Estado de Minas Gerais, a INCONFIDÊNCIA MINEIRA. Tem na sua essência uma das mais importantes premiações, ao reconhecimento de pessoas físicas e jurídicas que prestam comprovados serviços à história, a cultura e a sociedade. Merecer uma das comendas da OCIM, no âmbito militar, por exemplo, é quesito importante no curriculum. No âmbito civil tem o conceito e o respeito de toda sociedade como o “dever cumprido” enquanto cidadão de bem.

 

É seguidora dos princípios tradicionais da Ordem dos Cavaleiros Hospitalares de Vila rica, criada na antiga capital de Minas Gerais, possivelmente pelo inconfidente Tomás Antônio Gonzaga, por volta de 1779, atuando naquela cidade na época da colônia e que paralelamente as atividades assistenciais praticadas, foi também o berço do movimento que mais tarde veria ser conhecida por Inconfidência Mineira.

Campanha: O silêncio também mata!

A campanha de enfrentamento da violência contra a mulher “O silêncio também mata", é uma ação de iniciativa da Ordem dos Cavaleiros da Inconfidência Mineira, realizada com o apoio da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). A iniciativa de sensibilização e conscientização sobre a gravidade dos crimes no ambiente doméstico e familiar passou a ser transmitida em 560 telas instaladas em ônibus do transporte público da capital.

O objetivo é encorajar as mulheres que estão em uma situação de violência a romperem com

o silêncio, além de incentivar a denúncia por qualquer pessoa que presencie algum fato dessa natureza. Para tanto, a campanha informa os canais de denúncia, como o Disque 180, e divulga o aplicativo MG Mulher, que permite a criação de uma rede de contatos para a usuária acionar em situação de perigo, reúne endereços e telefones de unidades policiais e instituições de apoio, e ainda disponibiliza diversos conteúdos sobre o tema.

Patrimônio: Estalagem dos inconfidentes / Sitio da Varginha
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O responsável pela construção da Estalagem foi Lourenço Fernandes Carianno, português do Arquipélago dos Açores que, em 05 de fevereiro de 1759, obteve confirmação de Sesmaria na localidade da Varginha. A propriedade, composta por “terras de roça, matos, capoeiras e seus logradouros” foi descrita como “meia légua de terra em quadra na passagem de Varginha, Freguesia de Nossa Senhora da Conceição dos Carijós, Termo de Vila Rica”.


Em fins do século XVIII, o estabelecimento, pertencia a João da Costa Rodrigues, que teria nascido por volta de 1747 em Vila Rica. O estalajadeiro era casado e pai de dez filhas donzelas e, em 1791, “vivia de sua roça e estalagem que tinha naquele sítio”.

Segundo Marcos Paulo de Souza Miranda:

Como Comandante do Destacamento de tropas que guarneciam o Caminho Novo, o Alferes Joaquim José da Silva Xavier tinha por missão impedir a ação de malfeitores que infestavam a região da Serra da Mantiqueira. Em razão disso, Tiradentes pernoitava com frequência na Estalagem da Varginha do Lourenço, o que acabou por transformar o local em um importante centro de conspiração do movimento inconfidente.

Para Dermeval José Pimenta, a adesão de Antônio Lopes de Oliveira à conspiração teria ocorrido na estalagem:

A dezesseis quilômetros [do atual município de Conselheiro Lafaiete] achase a localidade antigamente denominada de Varginha do Lourenço, onde o Alferes Joaquim da Silva Xavier, o Tiradentes, encontrou-se com o piloto ou medidor de terras, Antônio Lopes de Oliveira, fazendo-lhe explanações revolucionárias. Este o apoiou e, na devassa, foi condenado ao exílio na África.

No dia 21 de abril de 1792, foi proclamada a ordem para a execução da pena de morte do então réu Joaquim José da Silva Xavier, acusado de “crime de rebelião e alta traição de que se constitui chefe e cabeça”.


Foi decretado que:

separada a cabeça do corpo seja levada a Vila Rica, onde será conservada em poste alto junto ao lugar da sua habitação, até que o tempo a consuma; que seu corpo seja dividido em quartos, e pregados em iguais postes pela entrada de Minas, nos lugares mais públicos, principalmente no da Varginha e Cebolas

Tiradentes foi executado no mesmo dia, e, na madrugada do dia 22 de abril, saiu do Rio de Janeiro o cortejo composto por oficiais de justiça e pela escolta militar fornecida pelo Esquadrão do Vice Rei, levando seus restos mortais. Depois de fixarem partes do corpo em Cebolas, Barbacena e Queluz, o último quarto (provavelmente sua perna direita) teria sido exposto na Varginha do Lourenço, segundo determinações da Alçada, à sombra de uma gameleira, testemunha dos fatos históricos que tiveram a estalagem como palco. O cortejo fúnebre seguiu então para Vila Rica, onde seria exposta a cabeça do inconfidente.

No dia 21 de abril de 1989, o sítio da Varginha do Lourenço foi tombado pelo IEPHA Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Decreto n° 29.399 de 21/04/89)

Fonte: Pesquisa histórico-arqueológica; Laboratório de Arqueologia da UFMG.