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Sertão Barroco chega à 10ª edição e celebra história, cultura e identidade mineira em Lavras
30/08/26
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Evento reuniu manifestações culturais, literatura, música, gastronomia e homenagens no Vale das Vertentes

Lavras, no Sul de Minas, foi palco de uma celebração à história e à cultura mineira com a realização da 10ª edição do Sertão Barroco. O evento aconteceu no sábado, 25 de agosto, em um espaço histórico da cidade, e reuniu representantes da cultura, escritores, artistas, pesquisadores e integrantes de instituições ligadas à preservação da memória de Minas Gerais.
Com uma programação diversificada, o Sertão Barroco promoveu atividades voltadas à valorização da mineiridade, do patrimônio histórico, da literatura e das manifestações populares. A iniciativa também buscou aproximar o público de elementos que fazem parte da formação cultural e histórica do estado.
Cultura e patrimônio histórico
O local escolhido para a realização do evento possui importância histórica para Lavras e integra um dos conjuntos arquitetônicos relacionados aos primeiros períodos de ocupação da região.
A proposta do Sertão Barroco é justamente utilizar espaços de memória para promover o encontro entre diferentes manifestações culturais e estimular a preservação do patrimônio.
Segundo o idealizador Ewerton de Brito Fernandes Lopes, o projeto nasceu da preocupação com a preservação da identidade cultural de Lavras e da necessidade de criar iniciativas que valorizassem a história local.
“O Sertão Barroco é uma celebração da mineiridade”, destacou Ewerton.
A programação reuniu mesas de debates, atividades culturais, apresentações musicais, gastronomia, literatura e artesanato, abordando aspectos relacionados à formação territorial e cultural de Minas Gerais.
Manifestações populares ganham espaço
Entre os destaques da programação estiveram manifestações tradicionais como Folia de Reis, Congado, Capoeira e outras expressões da cultura popular.
A história dessas manifestações também foi tema de debates. Uma das mesas abordou a trajetória de Chico Rey, personagem relacionado à formação do Congado no Brasil, com participação da escritora e curadora Mara Vasconcelos.
A presença dessas manifestações reforçou a proposta de preservar tradições transmitidas entre gerações e reconhecer a contribuição de diferentes grupos para a formação da identidade cultural mineira.
Academia e Ordem dos Cavaleiros participam do evento
A edição deste ano também contou com a participação da Academia de Letras, História e Genealogia da Inconfidência Mineira (ALHGIM) e da Ordem dos Cavaleiros da Inconfidência Mineira (OCIM).
A presença das instituições aproximou o evento de temas relacionados à literatura, à história da Inconfidência Mineira e à preservação da memória de Minas Gerais.
O Grão-Colar da OCIM, Sérgio Adriano da Silva, destacou a importância da participação da Ordem no encontro.
“Um circuito de cultura imensurável. E a Ordem fazendo parte, olha para você ver, que maravilha.”
Durante a programação, também foram realizadas homenagens e entregas de honrarias, incluindo a moeda comemorativa pelos 30 anos da Ordem dos Cavaleiros da Inconfidência Mineira.
Reconhecimento a personalidades
Entre os homenageados esteve José Passos de Carvalho, presidente da Academia de Letras, História e Genealogia da Inconfidência Mineira e natural de Lavras.
Ao comentar a importância da iniciativa, Passos ressaltou a tradição cultural da cidade e do Sul de Minas.
“Lavras foi sempre uma cidade de cultura. E o Sul de Minas também é um local proeminentemente carregado de cultura.”
Segundo ele, a região reúne escritores e manifestações tradicionais como Folia de Reis, Moçambique e Congados, que contribuem para a diversidade cultural do estado.
Outro momento de destaque foi a entrega da Medalha Saúl Alves Martins, destinada a homenagear personalidades ligadas à cultura.
Entre os agraciados esteve Cássio Eustáquio da Silva Faria, integrante da Ordem dos Cavaleiros da Inconfidência Mineira.
Emocionado, ele destacou a importância de participar de um evento realizado em um espaço associado à história dos Inconfidentes.
Memória que atravessa gerações
Além das apresentações e homenagens, o Sertão Barroco promoveu uma reflexão sobre a importância de preservar a memória histórica e cultural de Minas Gerais.
Para os participantes, iniciativas desse tipo ajudam a aproximar as novas gerações de manifestações, personagens e acontecimentos que contribuíram para a formação do estado.
A proposta também é mostrar que cultura e patrimônio não pertencem apenas ao passado. Eles permanecem presentes na música, na literatura, na religiosidade, na gastronomia, no artesanato e nas tradições populares.
Dez edições de valorização da mineiridade
Ao alcançar a 10ª edição, o Sertão Barroco consolida uma trajetória dedicada à valorização da cultura e da história de Lavras e do território mineiro.
O encontro reuniu diferentes gerações e segmentos da sociedade em torno de uma mesma proposta: preservar a memória e fortalecer a identidade cultural de Minas Gerais.
Em meio ao patrimônio histórico do Vale das Vertentes, o evento reafirmou a importância de manter vivas as tradições e de criar espaços para que escritores, artistas, pesquisadores e representantes da cultura popular possam compartilhar conhecimento.
A 10ª edição do Sertão Barroco deixou, assim, uma mensagem de valorização das raízes mineiras e da necessidade de preservar, conhecer e transmitir essa história às próximas gerações.
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